sábado, 9 de abril de 2011

[You and I have memories longer than the road that stretches out ahead]

Não, você não vai viver a desventura de ver o amor ir embora, de vê-lo escorrer entre seus dedos e sumir, desaparecer. Ela quer que você tenha tudo que ela mesma não teve e irá lutar para que ao fim nenhum mal lhe aconteça.
Sempre que ela acorda pensa em fazer o dia valer a pena, em correr atrás dos sonhos, dos sonhos de vocês, ainda que os dela tenham sido arrancados tão cedo. Mas os de vocês são uma motivação para respirar, para querer viver.
Perdoe as suas manias, os defeitos existem, os vícios e os olhares, ninguém é imune a nada nessa vida, perdoe também as suas ilusões, seres humanos não vivem sem imaginação, sem adrenalina, sem frio na barriga , pois sem tudo isso a existência se torna mecânica e vazia com cor de dia nublado.
Acredite, ela nao vai fazê-lo sofrer, ao lado dela, seus dias serão ensolarados de acordo com o brilho que ela-sol estiver disposta a emitir, lembre-se: cada coisa ao seu tempo.
Fique certo de que nada será em vão, nem os risos, nem as lágrimas e quanto às lágrimas dela, não se preocupe, ela saberá esconder sempre que for necessário, bem assim como sempre fez. 
Espere por ela e viva o seu caminho, individualidade também é uma forma de respeito, deem as mãos não por imposição do espaço comum, mas por vontade, quando a vontade surgir.
Ela não precisa ouvir sempre que é o centro do seu mundo, disso ela já sabe e quer que você não se esqueça que em um mundo fechado não cabe muita gente, viva o dentro de casa, mas nunca deixando de olhar pela janela, sempre haverá belas vistas a serem comtempladas, os olhos veem o que querem, já o coração nada vê, apenas aceita tudo calado.



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

[Família, família! Papai, mamãe, titia...]

A vida praiana em família reserva surpresas inesperadas, ridículas e assustadoras, fiascos e barracos entre outras coisas. O relato que farei aqui é verídico com pitadas de pastelão e tragicomédia. Começo situando que existem duas casas com uma comunicação entre elas dentro do mesmo pátio, uma boxer ciumenta, uma pinscher metida a valentona e um poodle desmiolado, e claro, uma família em torno da qual essa cachorrada toda gira.
Estávamos nós bem belos assistindo novela e coisas do gênero quando a boxer começou a latir freneticamente, coisa que não é seu habitual, o que fez com que minha tia, a dona da cachorra, levantasse e fosse espiar na janela notando que havia dois elementos andando por perto da casa, fato que motivou certa desconfiança de todos nós.
Na hora em que eu e minha mãe fomos para a tal casa da parte de trás, por receio, demos uma verificada básica com as frases típicas de mulheres sem homens em casa, como: - acho que vou pegar a espingarda do pai, bem típico da encenação feminina em apuros.
Mas a boxer estava realmente perturbada e latia insistentemente para um ponto onde tem uma escada muito convidativa a esconderijo, e aí não deu pra segurar, chamamos a polícia. Enquanto isso achamos melhor soltar a boxer para uma ronda no pátio e por isso, prendemos a pinscher dentro de casa para evitar a morte instântanea do bicho. Ao que minha tia abre a porta e atrás dela surge Pedrita, que é pequena, mas não é covarde, em segundos Mila, a boxer já tinha enfiado a pobrezinha em sua boca.
A cena que se passou em seguida foi apavorante e hilária, quatro mulheres gritando armadas com vassouras e rodos, surrando a boxer e nada acontecendo, quando surge um imbecil poodle macho e suicida pra se meter no entreveiro e passar a ser o alvo das dentadas.
Com muita sabedoria minha mãe encheu um balde de água para jogar na briga, mas fez melhor, conseguiu enfiar o balde na cara da cachorra e libertar o sortudo poodle branco da morte certa, de alguma forma inexplicável o balde terminou partido em três pedaços.
Os primeiros socorros estavam sendo prestados aos animais em estado deplorável cobertos de baba e sangue, mas de uma estranha maneira querendo continuar a briga, quando duas viaturas - eu disse, duas viaturas, apareceram na casa, nós dentro do pátio, os policiais na rua vendo um pátio parecendo um ringue e quase que eu ouvi eles dizerem: - vocês vão nos desculpar, mas nós não nos metemos em briga de família... Tal era o estado do local onde houve a rinha de cachorros.
Resumo, para variar, os caras olharam por tudo e nada encontraram, se deixaram a nossa disposição, entraram nas viaturas e se foram. Os cachorros socorridos irão sobreviver e o veraneio ganhou mais uma história para contar às risadas no meio daquelas churrascadas com toda a família em que sempre vai ter um para dizer: -mas se eu estivesse lá isso não tinha acontecido.


sábado, 29 de janeiro de 2011

[Y del mar se enamoró]

Há uma semana na praia, indo praticamente to-do-di-a para a beira do mar, posso dizer que tenho transcendido, muito tempo olhando o mar, pensando e lendo ouvindo os seus sons, tentando adivinhar de qual onda que vem o barulho que ouço, essas coisas que mentes desocupadas podem se dar o luxo de fazer.
Hoje o dia amanheceu bonito, mas a preguiça não me deixou fazer a caminhada diária na beira da praia, fiquei em casa, li, dormi, lavei roupa e quando nada mais restava a fazer e o tempo havia firmado, fui ao mar.
Dispensei o carro, fui a pé,  só biquini, havaianas e short, sem cadeiras, sem livro, sem protetor solar, sem lenço e sem documento, fui disposta a caminhar e voltar para casa, mas quando me deparei com aquela imensidão de água não tive como evitar de cair em seus braços.
De uma forma supreendente o mar (que para quem conhece o litoral gaúcho sabe que ele geralmente é tipo chocolate) estava verde com espuma branquinha, sem ondas quebrando forte, somente aquele balanço bom de água de mar, o vento (que geralmente se assemelha a um semi-furacão) estava soprando calmo e refrescante... Então abandonei o short e as havaianas e me encontrei com ele, com o meu fascínio, com a minha paixão, com meu vício.

domingo, 23 de janeiro de 2011

[Qualquer outro lugar ao sol, outro lugar ao sul]



Finalmente cheguei na praia, o sol está meio escondido entre as nuvens, mas logo vai aparecer.
Sinto essa brisa litorânea na cara enquanto escrevo e aos poucos vou me descontaminando da correria louca de um ano inteiro na cidade e no caos.
Ainda não molhei o pé na água e ainda não tomei um banho de mar decente, mas o bom é que ainda não fiquei esperando meia hora na fila do supermercado, nem um século dentro do carro para cruzar uma simples rua, ou seja, o caos praiano ainda não me encontrou.
Por enquanto é tudo paz, tranquilidade e caminhadas diárias (pelo menos, no plano das ideias).

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

[Tô me guardando pra quando o Carnaval chegar]

Sim, sei que o ano já começou há alguns dias, esse não é um post sobre o ano novo. Queria apenas escrever sobre os meus desejos para esse ano recém iniciado. 
Queria menos problemas, sei que é utópico pedir isso, mas enfim, é um desejo que tenho.
Queria aulas legais e realmente úteis, interessantes e não soníferas.
Queria mais tempo para conversar com meus amigos da faculdade e da vida, os velhos e os novos.
Queria poder deitar a cabeça no travesseiro e dormir tranquilamente sem fazer viagens malucas até que o sono chegue.
Queria conseguir usar mesmo a pequena agenda que comprei e me organizar pelo menos uma vez na vida, não perder datas de provas, nem compromissos, também me acostumar a usar um caderno, pois as folhas avulsas são muito boas no começo do ano, mas no fim dele, elas não passam de folhas perdidas.
Queria nadar mais, caminhar mais, ter menos preguiça, ter mais disposição para fazer uns passeios nos fins de semana.
Mas por enquanto me contento em sentar na beira da praia e olhar o mar.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

[A vista é bonita, a maré é boa de provar]

Ela olha o sol pela janela, o céu azul está lá, convidativo a viver, a sair de casa, a andar. Mas ela quer o mar, a areia, o banho gelado na água salgada. Ela quer viver, porque cansou de morrer por meses no frio do inverno, morrer no vento congelante que queima o seu rosto até mais do que o sol. 
Ela quer pôr o pé na estrada, mais precisamente, as rodas do carro, quer ouvir o porta-malas bater fechando ali todas as coisas necessárias a sua sobrevivência por algum tempo fora de casa, quer só ler um livrinho olhando o mar, quer comer picolé de limão pra se hidratar, quer banhos de mangueira para se livrar da areia, quer brisa, quer férias, quer verão, quer vida!

domingo, 26 de dezembro de 2010

Feliz Natalis Invistis Solis!

Falar de Natal é complicado porque quase sempre se entra em clichês religiosos ou mercantis, para alguns é uma data com significado de reflexão onde se comemora o nascimento de Jesus e para outros é apenas um motivo a mais para enfiar-se em um shopping e gastar todo o dinheiro possível em presentes e quinquilharias e também aproveitar as promoções.
Eu me sinto meio confusa nessa época, tenho meus motivos de fé e também sou influenciada por uma cultura tradicional romana pagã de alguns séculos atrás que continua até hoje sendo repetida, mas que ninguém tem a mais pálida ideia do porquê. 
Tenho a habilidade de mateforizar tudo que seja assim místico, posso tranquilamente associar o menino Jesus com uma força de vida, com uma luz mais forte do que todas, inclusive, com o sol! Acabo, por isso tendo a necessidade de montar um pinheiro com enfeites e luzes, acho bonito e me passa uma coisa boa ao olhar para ele, mesmo que eu não veja a homenagem ao Sol Invencível nisso e nem pense que essas luzes representam a celebração ao solstício de inverno. É simplesmente tradição com identidades perdidas, adaptadas, até porque solstício de inverno em dezembro no Brasil não cola.
Mas lá estão as luzes, os pinheiros, as comidas, um cara vestido absurdamente para os padrões tropicais do nosso país, claro que hoje isso tudo se dá apenas pelo apelo consumista da sociedade em que vivemos, mas por que não procurarmos a origem dessas coisas todas, né? Com certeza não saiu do nada. Pesquisar e se inteirar sobre o assunto é adquirir cultura, não faz mal nenhum!
Fica a dica para reflexão não só sobre a vida e sobre a solidariedade que traz esse espírito natalino, mas também sobre nossos hábitos e como realizamos coisas inconscientemente tradicionais sem questionarmos, não que seja ruim ou bom, é apenas uma sugestão à reflexão.
Espero que o Natal, dentro do espírito particular de cada um, tenha sido bom para você, leitor!
O meu foi ótimo!

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Sobre o dia em que terminam-se as provas e começam as férias

Quando a barriga roncou ela despertou, os lençois colados no corpo e aquela fome incontrolável. Só sabia que não tinha compromissos naquele dia, por isso tentou virar-se com dificuldade devido ao suor e ao calor do quarto, - que inferno de cidade! pensou.
Levantou-se e andou em direção à porta cambaleante de sono, finalmente se deu conta que já havia passado das 11h da manhã e entendeu o calor dentro do quarto. No banheiro, jogou água no rosto para acordar e para se refrescar e também porque não sabia bem o que fazer tendo tanto tempo disponível, podendo ficar o tempo que quisesse enrolando para levantar da cama, o tempo que quisesse no banheiro e se a preguiça fosse demais, poderia até voltar para a cama e dormir mais um pouco.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

[Tomorrow I'll miss you]

Sempre gostei da época de fim de ano, festas, fim das aulas, Natal, Reveillon, presentes, muita comida e espumantes, verãozinho com possibilidade de todo fíndi ir para a praia...Realmente uma das épocas mais legais do ano.
Mas hoje é diferente, tem todas essas coisas e tal, porém, na minha vida, há pouco tempo tem o fato de que essa época é quando os estudantes que vêm do interior estudar aqui voltam para suas casas e famílias, e é agora que ela vai embora, me deixando o verão solitário sem seus sorrisos e sua voz.
Ela vai embora, porque tem que ir, porque deve ir. E eu fico aqui, esperando e torcendo para ela voltar logo!
Vai Carolzinha, leva tua energia boa praqueles que te fizeram assim, e quando voltar me liga na mesma hora nunca esquecendo que aquela praia está esperando por nós!

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

[E no meio de um inverno eu aprendi que havia dentro de mim um verão invencível]

Ficar aqui pensando não a leva a lugar nenhum, a pessoa dentro dela sabe muito bem disso, por isso soprava ideias em seu ouvido, na tentativaa de ver alguma reação por parte dela, mas nada acontecia. Ela morre de medo de tudo sem admitir esse defeito para ninguém, mas a pessoa dentro dela sempre teve conhecimento disso.
Então essa pessoa interna disse: -mas chegou o verão com seus banhos de mar! e ela subitamente acordou, abriu os olhos e as janelas e sentiu o sol quente tocar sua pele a ponto de aquecê-la de forma diferente do que nos últimos meses. E a revelação veio como uma dádiva maldita, que no verão ela se desconhecia e pensava outros pensamentos, pensamentos adormecidos e há muito tempo não imaginados.
Agora o calor adormece seu juízo e desperta sua loucura, pobre criatura essa que vive atormentada sem nunca conseguir achar sentido nos sonhos que a despertam a noite e logo ao abrir dos olhos já são deletados de sua memória, -o que será que eles querem dizer? ela pensa e logo decide: - é tudo culpa deles, mesmo sem saber do que se tratam, a partir de agora quando quiser justificar uma loucura vou fingir que tudo não se passou de um desses sonhos que não me lembro quando acordo.
E assim a pessoa que vive dentro dela conseguiu passar sua mensagem.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

[Life is what happens to you while you're busy making other plans]

Fim de ano chegando, o fim das provas também, mais tempo para ler coisas realmente legais, dormir mais, não viver à beira de um ataque de nervos, enfim, de viver de verdade e não só como se o ar que entra nos nossos pulmões ou o sangue que corre em nossas veias dependessem, necessariamente, das notas da faculdade ou da fatura do cartão de crédito ter sido paga.
Agora que o verão tá ali do lado e as férias, curtas para uns e longas para outros, também logo darão as caras, parece até que fica mais fácil repensar as coisas e planejar o próximo ano com as mesmas promessas que fizemos nessa mesma época do ano passado e que, obviamente, foram ignoradas.
Eu prometi a mim mesma que iria estudar bem mais nesses dois últimos semestres, ah, jura, né? Não deu. Ou se trabalha porque quer juntar uma grana e tal ou se dedica à faculdade com todo amor e carinho, as duas coisas juntas acabam ficando duas coisas feitas meia boca. Mas o que importa é que essas duas coisas importantes para mim estão aí, e eu me dedico a elas dentro do meu possível e das minhas capacidades de ser humano sem superpoderes.
Bom, mas se o negócio é começar a fazer planos e projetos que tentaremos mudar ou melhorar no próximo ano, vou tentar me focar mais nas pessoas da minha vida, não deixando de lado as coisas, digamos, materiais (facul e trabalho) e olhar com mesmo dispêndio de energia para os humanos que habitam ao meu redor, família, namorado, amigos, cachorro e gata (porque bicho também é gente e merece atenção! =P).



domingo, 28 de novembro de 2010

[Deixa eu dizer o que penso desta vida...]

Sabe do que eu mais sinto saudade? Da segurança. 
De poder olhar naqueles olhos e saber que eles diziam: -Deixa pra mim! 
De poder dormir tranquila sem acordar no meio da noite pensando no que eu vou fazer quando o mundo inteiro cair nos meus ombros.
Se não repararem bem podem dizer que estou ótima, feliz, até. Sorrisos fáceis, piadas, ironias, sarcasmos, tudo normal. 
Se pararem um minuto apenas  para tentar olhar dentro da minha alma, é melhor que nem tentem, não é legal entristecer o dia das pessoas do nosso convívio.
Queria só por um dia tirar um pouco do peso que eu mesma inventei de carregar sozinha, por utopia e ilusão, por ingenuidade, talvez, tá, pode ser que tenha sido até por burrice, mas agora já era, já foi.
Sou eu e meus pensamentos, sou eu e meu destino, sou eu e Deus, como deveria ter sido desde então.
Não tenho mais para quem deixar as coisas a serem resolvidas, a bronca quem tem que aguentar sou eu, a única responsável por tudo, por sonhar, por tentar e por ter sobrevivido...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

[Às vezes te odeio por quase um segundo...]

Pobre menina que deixa que as coisas pequenas a atinjam com a intensidade de um furacão e que tenta mascarar a decepção com a raiva quando ela sabe muito bem que o melhor a fazer nessas horas é ignorar e fingir que nada houve, que não há motivos para encher seus olhos de lágrimas. 
Ela se sente em dúvida, pensa muito e ao mesmo tempo tem a cabeça oca de pensamentos lógicos, pensa do mesmo modo de quem deseja atravessar uma rua, olha pra esquerda, olha pra direita e não sabe a qual dos dois lados deve prestar mais atenção.
Olhar pro lado é uma tarefa difícil pra ela, a menina, que em certos momentos passa a ser mais menina ainda, procurando colo sem ter coragem de pedir, com vergonha de demonstrar suas fraquezas. Uma grande bobagem, logo ela, que se considera uma das pessoas mais fortes de que ela mesma tem conhecimento, ter medo de descer do seu falso esconderijo onde ela finge que supera tudo sem a ajuda de ninguém.
Quando ela vê certas coisas, ela imagina outras, mas pensa nas consequências, examina lá no fundo do peito e escarafuncha milhões de motivos que a fazem não dar o passo que mudaria tudo, que a faria atravessar a avenida mais turbulenta sem olhar para nenhum lado, muito menos para trás.
Tudo faz sentido nessas horas em que ela desacorda para a razão, nesse sono ela se perde, talvez até se engane, talvez... Quem poderia dizer que isso não valerá a pena? Não há garantias de que um dia ela não irá olhar para o passado e dizer: -ainda bem que resisti e hoje sou feliz.
A menina vive assim nessa esquizofrenia sentimental, rodeada pelas certezas mais duvidosas, pelas lembranças dos beijos e dos passeios de mãos dadas e vai ver que é por isso que consegue ver alguma luz na escuridão e sentir algum calorzinho no peito que a faz permanecer naquele lado da rua, naquela mesma calçada de sempre.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

[Venus and mars are alright tonight]

Saca um sonho? Tipo aqueles em que voamos, ou melhor, dirigimos um carro voador. Sonhos malucos, meio impossíveis de realizar, a que nos referimos como meros frutos da imaginação porque a probabilidade de acontecer na vida real é quase nula.
Então, domingo eu vivi um sonho. Vivi, vi e ouvi. Mesmo que digam que o sonho terminou, por algumas poucas horas ele voltou a existir, da forma mais emocionante que podia ser, com 50 mil vozes cantando junto da voz dele, da voz de um Beatle, da voz de Paul.
O Gigante da Beira-Rio foi pequeno perto da alegria de milhares de beatlemaníacos incrédulos diante do ídolo, diante da confirmação de que tudo aquilo existiu sim, de que aqueles quatro fizeram e fazem parte da história de várias gerações e se depender de mim, farão parte das próximas também.



domingo, 3 de outubro de 2010

[Cuándo menos piensas sale el sol]

Então que setembro se foi, passou voando, isso sim. Eu penso em tudo que eu deveria ter feito, ter estudado, ter lido em setembro para adiantar serviço, mas não consegui fazer nada. Chega a dar uma desilusão em pensar que tudo tem que estar sempre ali pedindo para ser feito mesmo nas vezes em que não estamos assim tão dispostos a cumprir as tarefas.
Aí os dias passam, as semanas, o mês e está tudo ali esperando por nós, tudo aquilo que queríamos enfiar em um freezer e deixar esquecido. Para piorar ainda temos que deixar o conforto do lar em um domingo para votar obrigatoriamente, aff, tudo que é obrigatório é muito chato.
A primavera pintou com cara de semi-inverno, ainda não está empolgando muito, mas espero que o calorzinho chegue logo, até para ver se a vontade de fazer tarefas não muito divertidas chegue com ele. É hora de tentar manter a mente leve e não levar tudo tão a sério para não corrermos o risco de pensar que vivemos uma vida mecânica.
Enfim, outubro chegou, logo logo vem o cara aquele que anima muito os meus dias -o horário de verão- aí a preguiça vai ter que criar vergonha na cara e se ligar que assim que o sol brilhar mais forte é hora de viver, de sair pra rua, de mostrar o ombro e ver de novo criar a marquinha do relógio no pulso.
Não adianta, eu só sou feliz mesmo no verão.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Bem coisa de mulherzinha...

A tarde chuvosa de Porto só se alegrou um pouco quando fui praticar um dos meus esportes favoritos nessa feira de vaidades que é a vida humana, ou seja, fui fazer compras, comprar sapatos, mais especificamente Melissas, como melisseira eu sou, eu melisso!
Lá fui eu em direção à loja certa para se achar esses lindos sapatos na cidade, peguei chuva, óbvio, andei pelas ruas, passei calor, mas tudo bem, sair dos caminhos de sempre também é bom, me perdi e fui obrigada a ligar para o meu GPS humano e enfim cheguei na loja!
Olhei os pares, peguei na mão, cheirei, experimentei vários e, para variar, do par que eu realmente queria não tinha mais a numeração dos meus diminutos pés, sindrome de Cinderela devido aos pés minúsculos que eu tenho, é bem frustrante isso. Me esforço para ter tríceps cada vez maiores, mas nada, nunca vai me fazer ter os pés no tamanho mais aceitável para não precisar ser a primeira da fila a comprar quando recém chegar o carregamento de sapatos.
Passado o momento de decepção e decidida a não sair de lá com as mãos abanando, dediquei todo alcance da minha vista a garimpar o par perfeito. E achei, obviamente, um minúsculo par que estava esquecido em algum canto por estar reservado a outra cliente de pés pequenos, mas que por alguma conjuntura astral não foi buscá-lo. Azar dela, sorte minha. Se sou fútil, acho que um pouquinho, todo mundo deve ser fútil alguns dias no mês, mas sem exageros. Sapato, roupa, maquiagem etc fazem bem pro ego feminino e para os olhos dos rapazes. A questão é quanto do seu salário está disposta a gastar com isso.
No mais, comprar é terapia, nem que seja manteiga de cacau na farmácia, qualquer coisa vale, afinal não sou Cinderela, meu príncipe não é lá essas coisas de encantado, meu sapatinho não é de cristal e minha magia não acaba meia-noite, a essa hora ela está só começando.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

[Quem não conhece o sabor do sabão...

jamais deu banho em um cão]

Então, a semana começou com um feriadinho interessante, só não é muito interessante dar banho no cachorro estando mega péssima de alergia, nariz escorrendo, pelo de cachorro, espuma respingando na cara, cão que se sacode (daquele jeito) dando um desagradável banho nos seres humanos em volta, depois na hora de secar ele tenta comer e mastigar a toalha, enfim, pura emoção.
Mas emoção mesmo é ser dona do vira-lata mais mal educado e velho gagá do mundo, odeia banho, rasga e destroi qualquer coisa de pano ou de plástico que estiver ao seu alcance, isso sem contar a obediência aos donos que é zero, sempre foi assim desde que ele era um filhote fofinho cor de vaca e que deixava calmamente que eu desse banho nele na pia do banheiro... Bons tempos.
Foi em um longínquo mês de setembro que ele chegou aqui em casa, há uns 15 anos, ou seja, nesse mês ele faz mais um aniversário como membro da família. Ele cresceu, eu cresci e continuamos aprendendo as coisas juntos, aprendi que cachorro velho aprende novos truques sim, truques para deixar a gente cada vez mais surpreso com as artes que ele ainda consegue fazer.
Assim como o famoso labrador que infernizou e alegrou uma família chamado Marley, o meu vira-lata também recebeu nome de músico e é com muita alegria que eu comunico que Elvis não morreu, ao contrário, continua bem vivo tocando o terror no quintal aqui de casa.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

[Cómo quisiera poder vivir sin ti]

Droga de vida, de dúvidas, de medos, de indecisões...Droga de amor! O amor deixa a gente fraco, burro, cego, inutilizado para pensamentos lógicos e racionais. O coração é o meu maior inimigo, queria fazer tanta coisa, mas ele não deixa, não deixa que eu deixe tudo para trás.
Se tu soubesses da guerra que travo dentro de mim. Se fosse fácil deixar tudo de lado, sentimentos, vontades, medos e transcender a outra coisa, sem tantas preocupações, ser um fantasma solitário pelo caminho dos que têm vida e conseguem organizá-la.
Mas tu existes, a razão dos meus impasses, das minhas lágrimas de tristeza, de medo, de raiva e de alegria. Maldita covardia provocada pelo amor, rico amor, que pede tudo o que temos e não nos dá nada em troca. Nos rouba os nossos melhores momentos e a recompensa é efêmera e inútil.
Se pelo menos eu conseguisse apagar aqueles momentos da memória, aqueles poucos momentos que o falso amigo chamado amor nos proporcionou, se eu pudesse esquecer que houve tempos bons e pensar só de forma prática e objetiva, se eu pudesse enxergar somente com meus olhos e nada mais. Se eu tivesse certeza que olharia para trás sem dor, tudo isso que se passa na minha mente agora estaria tão mais claro, mas existe o amor para nublar tudo, quem me mandou dar uma chance para ele? Sei que minha alma não é pequena, mas será que tudo isso vale a pena? Já não tenho mais certezas, o futuro agora são só imagens desfocadas e o próximo capítulo, só esperando para ver.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

[Ela sabe espantar o tédio, cortar cabelo e nadar no mar]

Fome, sono e antissociabilidade. Todas essas coisas têm algo em comum. Escrevo isso, pois notei que quando estou com muito sono ou muita fome fico com ainda menos paciência com as pessoas do que o habitual. E eu, geralmente, não tenho paciência nenhuma mesmo com a barriga cheia ou tendo tido uma bela noite de sono.
E sobre essa falta de vontade de sociabilizar que ninguém entende. Se eu entro no ônibus e me deparo com um colega posso dar oi, ser educada, sorrir até, mas isso não quer dizer que eu queira que a pessoa se sente ao meu lado e me obrigue a dividir meu tempo e as minhas ideias com ela (com restritas exceções).
Quando estou sozinha, lendo ou ouvindo música, não é por nada, não é porque não tenho companhias, é porque não tenhas AS companhias que me agradam ou porque estou a fim de ficar só comigo mesma, pensando na vida, estudando, fazendo qualquer coisas imaginária sem que alguém que não se enquadre no meu momento venha me perturbar e me obrigar a conviver.
E nessa história de surgir gente do nada para nos alugar os assuntos são os mais variados possíveis, acabamos ouvindo cada bizarrice, pseudointelectualidade, filosofia de boteco e conselhos (por que quem não conhece a gente adora dar conselhos?) que chega a dar um arrependimento de se ter parado justamente ali naquele lugar.
Se escrevo isso é porque realmente vem aumentando essas situações nos últimos meses, e acho que não sou só eu que sofro do mal da anticonvivência humana, creio que existam outros com as mesmas opiniões que eu, que prezam seu tempo ocioso solitário, não significa antipatia ou falta de educação, o nome disso é personalidade. Sou muito simpática inclusive, tenho minhas boas qualidades, mas meu espaço e meu tempo não tem dinheiro que pague.
Quer ser meu amigo, beleza, mas me conquiste antes, eu não vou me fazer de difícil, só não ocupe meu território assim como alguém se apossa de algo que é público, agora se por acaso me encontrar rodeada de pessoas dando risadas ou conversando horrores, saiba que fui conquistada por elas, que eu não abro mão da companhia delas, porque quando eu sociabilizo, pode crer, é porque vale muito a pena.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

[What will be, will be and so it goes...]

O dia tá esquentando, já me bate aquela vontade de fazer não sei o quê. 
A vontade de não querer ficar na sala de aula, mas sim de conversa com os colegas na rua. 
De ouvir Jack Johnson olhando o mar!
Dá a sensação mais chata do que nunca de que ficar preso no trabalho é um tédio. 
Essas coisas que vêm com o calor, sei lá, uma vontade de viver inexplicável.
E tá só começando!