domingo, 28 de novembro de 2010

[Deixa eu dizer o que penso desta vida...]

Sabe do que eu mais sinto saudade? Da segurança. 
De poder olhar naqueles olhos e saber que eles diziam: -Deixa pra mim! 
De poder dormir tranquila sem acordar no meio da noite pensando no que eu vou fazer quando o mundo inteiro cair nos meus ombros.
Se não repararem bem podem dizer que estou ótima, feliz, até. Sorrisos fáceis, piadas, ironias, sarcasmos, tudo normal. 
Se pararem um minuto apenas  para tentar olhar dentro da minha alma, é melhor que nem tentem, não é legal entristecer o dia das pessoas do nosso convívio.
Queria só por um dia tirar um pouco do peso que eu mesma inventei de carregar sozinha, por utopia e ilusão, por ingenuidade, talvez, tá, pode ser que tenha sido até por burrice, mas agora já era, já foi.
Sou eu e meus pensamentos, sou eu e meu destino, sou eu e Deus, como deveria ter sido desde então.
Não tenho mais para quem deixar as coisas a serem resolvidas, a bronca quem tem que aguentar sou eu, a única responsável por tudo, por sonhar, por tentar e por ter sobrevivido...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

[Às vezes te odeio por quase um segundo...]

Pobre menina que deixa que as coisas pequenas a atinjam com a intensidade de um furacão e que tenta mascarar a decepção com a raiva quando ela sabe muito bem que o melhor a fazer nessas horas é ignorar e fingir que nada houve, que não há motivos para encher seus olhos de lágrimas. 
Ela se sente em dúvida, pensa muito e ao mesmo tempo tem a cabeça oca de pensamentos lógicos, pensa do mesmo modo de quem deseja atravessar uma rua, olha pra esquerda, olha pra direita e não sabe a qual dos dois lados deve prestar mais atenção.
Olhar pro lado é uma tarefa difícil pra ela, a menina, que em certos momentos passa a ser mais menina ainda, procurando colo sem ter coragem de pedir, com vergonha de demonstrar suas fraquezas. Uma grande bobagem, logo ela, que se considera uma das pessoas mais fortes de que ela mesma tem conhecimento, ter medo de descer do seu falso esconderijo onde ela finge que supera tudo sem a ajuda de ninguém.
Quando ela vê certas coisas, ela imagina outras, mas pensa nas consequências, examina lá no fundo do peito e escarafuncha milhões de motivos que a fazem não dar o passo que mudaria tudo, que a faria atravessar a avenida mais turbulenta sem olhar para nenhum lado, muito menos para trás.
Tudo faz sentido nessas horas em que ela desacorda para a razão, nesse sono ela se perde, talvez até se engane, talvez... Quem poderia dizer que isso não valerá a pena? Não há garantias de que um dia ela não irá olhar para o passado e dizer: -ainda bem que resisti e hoje sou feliz.
A menina vive assim nessa esquizofrenia sentimental, rodeada pelas certezas mais duvidosas, pelas lembranças dos beijos e dos passeios de mãos dadas e vai ver que é por isso que consegue ver alguma luz na escuridão e sentir algum calorzinho no peito que a faz permanecer naquele lado da rua, naquela mesma calçada de sempre.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

[Venus and mars are alright tonight]

Saca um sonho? Tipo aqueles em que voamos, ou melhor, dirigimos um carro voador. Sonhos malucos, meio impossíveis de realizar, a que nos referimos como meros frutos da imaginação porque a probabilidade de acontecer na vida real é quase nula.
Então, domingo eu vivi um sonho. Vivi, vi e ouvi. Mesmo que digam que o sonho terminou, por algumas poucas horas ele voltou a existir, da forma mais emocionante que podia ser, com 50 mil vozes cantando junto da voz dele, da voz de um Beatle, da voz de Paul.
O Gigante da Beira-Rio foi pequeno perto da alegria de milhares de beatlemaníacos incrédulos diante do ídolo, diante da confirmação de que tudo aquilo existiu sim, de que aqueles quatro fizeram e fazem parte da história de várias gerações e se depender de mim, farão parte das próximas também.