sexta-feira, 16 de abril de 2010

[Hoje não dá, não sei mais o que dizer e nem o que pensar]

Em casa à noite ela pensava em como seria se os dias amanhecessem sempre cinzas, sempre com aquela cor pálida, será que seria mais melancólico e por isso, talvez, mais alegre? Porque ela gosta dos dias cinzentos.

No ônibus ela pensava sobre o motivo das pessoas que se sentam no lado direito do banco, ou seja, no corredor, sempre dormirem e quem fica preso, sentado no lado da janela ter que fingir que tosse ou que mexe na bolsa para, indiretamente, cutucar a criatura adormecida e assim conseguir descer na sua parada.

No caminho entre o prédio da letras e o da química, em busca do café da manhã de todas as manhãs (Chaves, oi?), ela pensava por que se toma tanto café na faculdade e que desse jeito não há creme dental branqueador que faça milagres.

Na sua sala do trabalho ela pensava em como os joelhos doem quando se passa tanto tempo sentado e ao mesmo tempo em como eles doem do mesmo jeito quando se caminha muito.

Na frente do note, escrevendo, ela pensa que só pessoas desocupadas pensariam tantas coisas inúteis como essas embora só pessoas com muito o que fazer e sem vontade de ler tratados de linguística sobre semântica é que compartilhariam semelhante nulidade em um blog fazendo as pessoas leitoras gastarem seu tempo em vão.

De nada. =P

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