quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

[Sou brasileiro, sou trabalhador e todo dia vou encarar com fé em Deus]

Retomar a rotina.
Acertar o despertador para o dia seguinte.
Sair da cama (ou cair dela) antes do sol acordar.
Aguentar filas, esperar o ônibus, reencontrar pessoas chatas e pessoas simpáticas.
Friozinho chegando, lembrar de andar com o casaco pra cima e pra baixo.
E as marquinhas do biquíni vão sumindo.
Dar uma olhadinha na agenda e não se perder nos prazos.
Calendário como amigo inseparável.
Dor de cabeça entre outras dores possíveis.

Sintomas do fim das férias!

(E do fim do verão e do seu horário bacana, e do fim da cadeira na beira da praia, e do fim dos banhos de mar, e do fim de acordar tarde e estar nem aí pra datas, e do fim da vadiagem sem culpa, e do fim do protetor solar como amigo inseparável etc...O que consola é que ano que vem tem mais!)


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

[Então não me conte seus problemas...] =P

Blog parado, sim! Mas é por um ótimo motivo, como vocês já sabem estou com sérias restrições de internet na praia, pois sim, estou na praia e a praia, praticamente, está em mim. Por essa razão estou longe daqui mas com muita vontade de postar sempre, então sempre que for possível passo aqui.
Meu conselho é, para quem pode, ir correndo para a praia mais próxima!

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

[No recreio]

"Na minha boca agora mora o teu nome
É a vista que os meus olhos querem ter

Sem precisar procurar nem descansar e adormecer

Não quero acreditar que vou gastar desse modo a vida

Olhar pro céu só ver janela e cortina
No meu coração fiz um lar, o meu coração é o teu lar

E de que que adianta tanta mobília se você não está comigo?

Só é possível te amar" ;)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

[I get by with a little help from my friends]

Sou só expectativas quanto aos próximos dias. É incrível o jeito que as pessoas entram na minha vida e dividem seu tempo e sua atenção comigo. Sei que sou fechada a relacionamentos instantâneos e que custo muito a ir com a cara de alguém, mas a máxima de que só conservar os velhos amigos é que melhor do que fazer novos, é muito real.
Amo meus amigos, os poucos, mas leais que a vida deixou restar ao meu redor, apesar da falta de contato, não me esqueço deles, nem das coisas que passamos juntos, por um dia sequer. Só que nem alguém como eu, avessa a pessoas muitas vezes, ficou imune frente a chance de aumentar o ciclo de amizades reais quando a pessoa certa e que combinou comigo surgiu no meu caminho.
Peço que o tempo seja de sol, peço que os dias sejam agradáveis, pois as companhias que eu terei já são perfeitas, as risadas e as conversas estão garantidas e com certeza o sorriso nao vai desgrudar da minha cara por horas a fio. Desejo que todos sintam isso também, com amigos velhos ou novos, longe ou perto, pessoalmente ou na internet.
Percebi que não posso ser feliz sozinha e por isso cultivo o meu amor, rego ele como uma plantinha, sem afogar, com a quantidade necessária de água e sem privá-la da luz essencial à sua vida. Embora não somente de amor se viva, precisamos interagir e é aí que entram as amizades, os irmãos que nasceram em casas separadas, mas que alguma conjuntura astral uniu naquele mesmo lugar e naquela mesma hora e que quando o olho bateu, já era, não teve como evitar, a química falou mais alto.
Aos meus amigos, todos, mais uma vez agradeço pelos bons momentos!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

[The sun is up, the sky is blue]


Não podemos ter tudo ao mesmo tempo, é o que eu ouvia quando era criança, e é uma das frases feitas mais certas que existe. Sábado de manhã, céu nublado e o sol aparecendo por entre as nuvens na manhã abafada de Porto Alegre. Carro carregado, cadeiras de praia como itens essencias. Peguei a estrada rumo ao litoral norte.
Lá chegando, descarreguei as malas e as cadeiras ficaram no porta-malas a esperar a hora de tocarem a areia. Sol alto no céu azul quase sem nuvens, uma que outra para dar um refresco ao veranista sem guarda-sol. Dei um tempinho e: praia!
Mar adorável, céu lindo, brisa batendo de leve, em outras palavras, perfeição para os parâmetros dessa que vos escreve. Passei a tarde estarrada na cadeira, ouvindo minhas músicas preferidas no mp3 e tirando fotinhos para recordar. Depois do último fim de semana frustrado, era simplesmente uma redenção meteorológica o tempo que fez na praia.
Chega-se em casa, toma-se banho, dá aquele jeitinho nos cabelos clareados e torrados mal tratados pelo sol e pelo sal, a fim de prepará-los para o outro dia de verão à beira mar, feito tudo isso a pessoa queria apenas, além de fazer um lanchinho, dar um oi, um singelo - tudo bom? para seu amor que se encontra no extremo oposto do país. Eis que descobrimos que não podemos ter realmente tudo ao mesmo tempo.
O sol estava lá, forte, claro, dourando a pele; o mar, para os padrões gaúchos, não poderia receber reclamações, menos ainda o vento calmo que soprava aceitavelmente e não o nosso nordestão tão detestável. Tudo perfeito, não fosse pela ausência total e injustificável da Internet!
Não reclamei de nada no campo climático da praia, mas meu lado nerd, realmente, tinha muito do que reclamar. Mas entre sol e MSN, prefiro o primeiro, o amor supera todas as complicações tecnológicas que, atualmente na minha vida, são muitas. Pelo menos, minhas férias estão a caminho e junto com a chegada delas, ele vai descer de um avião e aportar lá na minha praia!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

[Um Girassol da Cor do Seu Cabelo]

Onde se encontra a força da mulher? Diríamos que em seu útero que gera a vida e carrega um ser dentro (ou mais de um) por meses a fio, ou no seu charme e em seu poder de sedução, na sua garra e condição de resistir à dor por mais tempo que o homem? Não sei qual a opinião dos homens a esse respeito mas a minha opinião é que nossa força reside nos nossos cabelos. 
Sim, nos cabelos! Curtos, longos, lisos, alisados a força, crespos, ondulados etc. A prova disso é o quão frágil fica uma mulher que, por motivos de saúde, precisa se privar de seu cabelo, do símbolo de sua feminilidade.
Desde menininhas, o cabelo é o que nos torna quase mulheres, olhamos nossas mães cuidando de suas madeixas e com paixão nos entregamos às suas mãos para fazerem as maria-chiquinhas que quase arrancam o couro cabeludo fora, de tão repuxadas, esse é o preço da nossa marca.
As Barbies são vítimas de nossa voracidade de criação capilar e muitas delas acabaram privadas de suas cabeleiras por causa do impulso infantil feminino de fazer um corte novo, e no momento em que modificávamos o cabelo da boneca, o sentimento de catarse nos envolvia e aflorava a ideia de que éramos capazes de ter controle sobre nossas cabeças e pobre da Barbie que ficava careca desprovida de seus longos cabelos.
Sempre morri de medo que algo acontecesse ao meu cabelo. No auge da rebeldia adolescente usei descolorantes desenfreadamente até que o impensável ocorreu: as mechas se partiram, fiquei com elas nas mãos num misto de choque e arrependimento, eu, de alguma forma, havia cometido uma espécie de suicídio naquela hora. Depois disso nunca mais ousei criar sobre a minha cabeça, não por contra própria.
Cedo, muito cedo, descobri os indesejáveis cabelos brancos e parti para o contra-ataque, armada de pinça arrancava todos que encontrava pela frente, mas não era suficiente, passei para a tintura sem amônia, a henna, e ela mascarava minha condição, até que um dia acordei e decidi que queria, definitivamente, mudar de cor.
Decidi me entregar, sentei na cadeira da cabeleireira de minha confiança, e disse: quero fazer luzes, quero mudar, me ajuda! E vou te dizer, depois que me tornei semi-loira muitas coisas boas aconteceram na minha vida. Cada vez mais, eu vejo que o poder da mulher só é completo quando ela está de bem com seus cabelos. Vai ver, Dalila cortou os cabelos de Sansão por não estar de bem com seu próprio cabelo, por inveja, ouso dizer. Foi uma pena na época ela nem poder aproveitar as mechas com super poderes para fazer um mega hair.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

[Here comes the Sun]

A semana em Porto foi quente, chuvosa, abafada e nublada, sim, o próprio clichê das quatro estações em um dia, pois até rolou um friozinho de leve nas manhãs e nas noites. Mas ELE está vindo, timidamente, mas já é alguma coisa. A semana acabou finalmente e o fíndi na praia promete!!
Pensar nisso me fez lembrar de uma música e essa lembrança me inspirou a escrever para George Harrison. Todo bom beatlemaníaco que se preze tem um beatle preferido e o meu é o George. Tímido porém tagarela entre os íntimos, bem como eu sou.
Quando adolescentes, também tínhamos o mesmo sonho: ganhar a vida com uma guitarra. A diferença é que ele realizou seu sonho e eu guardei minha guitarra que raramente é tocada e nem mais por mim.
O cara dispensa descrições, grande músico e grande pessoa preocupada em fazer algo de bom para mundo e para os outros usando o que ele mais amava como instrumento: sua música.
Esse eu conheci, já na aposentadoria beatle, mas sempre na cena musical, até que em 2001 a guitarra que cantava baixinho as dores do mundo se calou.
Se George se foi então que, pelo menos, venha o sol!